Depois das chuvas
torrentes
Barreiras de lama molhada
Represam virtudes latentes
Em charcos de mágoa parada
No meio das nuvens
constantes
Revelam-se formas e
bordas
Baías de cores pulsantes
Costuram os rasgos passados
Com fios de alinhavo sem
cordas
Depois que os ventos
soprarem
E os rumos da vida
mudarem
Da brisa virão boas novas
Pintadas num céu radiante
Sem valas, nem pedras, nem
covas
Recantos serão desenhados
Colados em planos
sonhados
Onde
se abrigarão os anjos

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