Que rua é essa que não tem
saída
Repleta de casas coloridas
Erguidas em alicerces de papel
Estreita e sinuosa alameda
Sem esquinas e sem calçadas
De pedras feitas com giz de cera
Que estranha rua torta é essa
Que trilho com passos curtos sobre as pedras soltas
Que dissolvem as pegadas
deixadas pelo caminho
Que rua é essa que não me
deixa escolha
Que via sem sentido que não me indica o fim
Deixo então que o tempo me
ensine a andar sobre ela
Deixo que a vida me mostre onde devo chegar.

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