Pequenos grãos de gente
Favas que crescem em fa-fé-fi
Brotadas de um pé de feijão
Largo e rasgado sorriso banguela
Promessa trocada com fadas do dente
Os olhos que inundam por quase nada
Por quase tudo te fazem chorar
O brinquedo quebrado num canto da casa
Coberto de teia e cheio de pó
Carrega boas lembranças
De quando o silêncio não existia
Ainda ouço os risos gagos dos dois
Que rasgam o meu disfarce de adulto
E mostram a criança imperfeita que sou
Percebo que somos os filhos eternos
E que brincamos disso todos os dias
Assim conseguimos ser mais felizes

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